| Presidente de Portugal | |
| Mandato: | 28 de Abril de 1918 até 14 de Dezembro de 1918 |
| Precedido por: | Bernardino Machado |
| Sucedido por: | João do Canto e Castro |
| Data de nascimento: | 1 de Maio de 1872 |
| Local de nascimento: | Caminha, Portugal |
| Data da morte: | 14 de Dezembro de 1918 |
| Local da morte: | Lisboa, Portugal |
| Primeira-dama: | Maria dos Prazeres Martins Bessa Pais |
| Partido político: | Partido Nacional Republicano |
| Profissão: | Major do Exército e Professor |
Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais (Caminha, 1 de Maio de 1872 - Lisboa, 14 de Dezembro de 1918) foi o quarto presidente da República Portuguesa, sendo conhecido com o Presidente-Rei.
Foi oficial de Artilharia e também professor na Universidade de Coimbra, onde leccionou Cálculo Diferencial e Integral.
Teve ideais republicanos desde que frequentou a Universidade (altura em que a monarquia ainda vigorava). Pertenceu por um curto espaço de tempo à maçonaria, embora não fosse um membro muito activo.
Depois da implantação da República, desempenhou vários cargos políticos: deputado, ministro do fomento no governo de João Chagas, Ministro das Finanças no governo de Augusto de Vasconcelos Correia, e Ministro de Portugal em Berlim, onde se estabelece até que, em 9 de Março de 1916 volta para Portugal devido ao facto de a Alemanha declarar guerra a Portugal (Primeira Guerra Mundial).
A 5 de Dezembro de 1917 lidera um golpe de estado. A 27 de Dezembro toma funções como presidente da República, indo a votos posteriormente. O mandato legitimado pelo sufrágio tem início a 9 de Maio de 1918.
Tem, desde cedo, uma atitude ditatorial. Começa por alterar a lei eleitoral à sua vontade, sem ouvir o Congresso. Começa por alterar as leis já estabelecidas sobre a separação do Estado e da Igreja.
Entretanto, as tropas portuguesas são chacinadas em La Lys. A contestação social no país aumenta. Sofre um atentado, a que sobrevive, em 5 de Dezembro de 1918. O mesmo não acontecerá na Estação do Rossio, onde é morto a tiro, em 14 de Dezembro de 1918, por José Júlio da Costa.
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